domingo, 21 de agosto de 2011

Assumindo o Comando da Vida

Desde crianças lutamos pelo comando de nossas vidas. Queremos autonomia e poder para fazermos nossas escolhas e tomarmos as decisões que envolvem nosso futuro. A tão almejada “independência” faz com que sejamos persistentes e, em muitos casos, antecipa uma “maturidade” que futuramente pode vir a se tornar problemática.
O curioso é que quanto mais crescemos, mais distantes ficamos do leme que conduz nossas vidas porque acabamos dando muito mais valor às outras vidas do que às nossas...
Por mais que nos orgulhe a precocidade da maturidade, um dia percebemos que tudo aquilo que não passa pelo processo natural do aprendizado, acaba gerando consequências e, então, quando pensamos em comandar a própria vida, vemos que não estamos devidamente preparados para isso...
Parece simples ter o comando de nossas rédeas, porém, como popularmente se diz, o buraco é muito mais embaixo. Comandar não implica simplesmente em saber deliberar! Envolve autoconhecimento, e este sim, ligado à maturidade pouco desenvolvida por muitos de nós.
Assumir o comando da própria vida é saber, antes de tudo, assumir as próprias fraquezas e não esconder-se atrás delas. É encará-las com coragem e buscar soluções ou, no mínimo, um equilíbrio que permita um próximo passo mais determinado. Ninguém é capaz de comandar o que não sabe controlar; portanto, não teremos o comando de nossas vidas enquanto não soubermos ou tivermos pré-disposição para aprender a controlar nossas emoções. Aliás, enquanto não soubermos sobre elas e o quanto interferem em nosso modo de viver...
Acredito que a chave para o comando da vida esteja justamente na liberdade emocional. E só nos tornamos livres emocionalmente quando deixamos de lado a preocupação com as impressões que queremos causar aos outros e passamos a nos assumir de verdade, com defeitos e qualidades.
Não estamos sós nesse barco e não navegamos isolados no misterioso oceano da vida; entretanto, aqueles que enxergam a si mesmos como bússola, são capazes de encontrar o caminho que leva ao comando da própria vida.
Talvez precisemos voltar ao início de tudo para aprender na infância como encarar os sentimentos e as emoções. Retroceder no tempo, sem a preocupação com uma maturidade que, se mal trabalhada, irá nos cobrar decisões, resoluções e deliberações duras, com consequências para toda a vida.
Como escrevi no início, não podemos atropelar as nossas fases, pois cada uma nos ensina importantes lições sobre nós e a vida. Mas é preciso estar atentos a elas, pois passamos lentamente por um preparo que nos torna aptos para assumir o comando de nossas vidas.
Não adianta querermos comandar a vida sem conhecermos a nós mesmos! Não há sentido algum na vida se não soubermos quem somos e para onde, de fato, estamos indo. E esses passos são definidos por nós e não pelos outros! Por isso, antes de querermos saber dos outros, precisamos saber melhor sobre nós! Os outros são apenas companheiros de viagem, mas os condutores do leme somos nós!
Vamos nos libertar das emoções que nos aprisionam e nos impedem de segurar esse leme com convicção e força. Assumir o comando da própria vida não é saber navegar nas águas tranqüilas, mas ter controle emocional nas turbulências e preparo para os desafios que surgirão.
“Navegar é preciso; viver não é preciso”, dizia Fernando Pessoa... A vida não tem precisão alguma, mas a rota do nosso navegar sim; desde que saibamos onde e como queremos chegar... Desde que assumamos o comando do leme que conduz nossas vidas!
Jackie Freitas
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”
*Imagens retiradas do Google Imagens

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