terça-feira, 13 de abril de 2010

Ser ou não ser ignorante… eis a questão!

Estava “discutindo” um assunto com o meu marido... 
Antes de continuar, gostaria de fazer um parêntese para a questão “discussão”. Discutir um assunto nada mais é do que a exposição, o debate de idéias e pontos de vista, o que nem sempre nos leva a um denominador comum, ou seja, as partes não precisam, necessariamente, concordar entre si.
O importante é que cada um defenda o seu ponto de vista com maturidade, educação e cuidado para que essa discussão/debate não se torne um campo de batalhas e a mesma “discussão” passe a ser uma briga. É uma linha muito tênue que separa essas duas situações.

Voltando ao início, estávamos discutindo um assunto, cada qual defendendo o seu ponto de vista, a sua posição referente à situação em questão e não conseguimos chegar ao tal denominador comum. Até aí, sem problemas, porque vou sempre defender as minhas idéias e me posicionar (até me provarem o contrário, mas para isso é preciso de muito argumento). Não tenho por hábito ficar de braços cruzados esperando que pensem ou ajam por mim. Mas o que mais me incomodou foi o argumento que ele utilizou para defender a sua opinião: “Vocês mulheres gostam de resolver as coisas no grito, no bate boca, na ignorância... e as coisas não funcionam assim... por isso deixe que EU resolvo e se precisar de alguma coisa, te aviso!”.
Foi nesta hora que a frágil linha que separava as diferentes formas de se discutir, arrebentou.
Por esta razão, resolvi escrever em defesa de nós mulheres, para que os homens entendam a nossa posição ou, se preferirem, função na relação a dois e (por que não?) na vida. Marido amado, me perdoe, mas não posso ficar quieta.
A mulher sempre foi subjugada e oprimida. Somente no início do século XX é que alguns (pré) conceitos com relação ao papel da mulher na sociedade, que envolve principalmente igualdade e o exercício legal de seus direitos, começaram a ser vistos com outros olhos. E estamos falando apenas da cultua ocidental, pois do outro lado do mundo, muitas culturas continuam ignorando a mulher como parte integrante da sociedade.
Dizer que é a mulher que “perpetua” a espécie seria muito óbvio e feminista, então vamos a argumentos mais contundentes.
O fato é que, a mulher contemporânea trabalha (muitas sustentam família e ganham mais que muitos homens!), cria seus filhos, educa, cuida do lar, administra contas, enfim, exerce múltiplas funções que coloca muitos homens “no chinelo”. Faz tudo isso e ainda encontra tempo para estar bonita e disposta para consolar o seu parceiro, pois o homem, com todo o seu “alter ego” não domina os dons naturais da mulher: sensibilidade e intuição. O homem ainda precisa da figura feminina para se fortalecer e aprender a caminhar na vida. Quando solteiro, corre para o colo da mãe e depois (casado) faz do colo da esposa um verdadeiro divã para desabafar as suas frustrações, receios, inseguranças...
São esses colos, seja da mãe, esposa, namorada ou amiga, não importa qual, mas são eles que acolhem e dão carinho aos homens. A mulher sempre encontra as palavras adequadas e aplicáveis para todos os momentos. Não importa se ela está cansada, com dor de cabeça, doente, estressada... ela sempre encontra um espaço para confortar o inseguro homem. Muitas vezes não precisa pronunciar uma só palavra! Apenas um olhar carinhoso, um abraço para mostrar que ali ele está seguro ou um beijo para expressar o amor, é o suficiente para fazer com que o homem recarregue as suas forças e volte para o mundo com mais confiança. Não é à toa que dizem: “por trás de um homem, sempre há uma grande mulher!”
A mulher briga com qualquer um para defender seus filhos, o seu lar, a sua família. Ora, ela teve que brigar SEMPRE para ter o seu espaço, o reconhecimento de seu valor!
Mulher já nasce guerreira! Entra, destemidamente, em qualquer batalha para preservar a paz de seu legado, para fazer valer a justiça, para reivindicar os seus direitos e os daqueles que ela ama! Questiona até o preço de um produto para garantir a estabilidade econômica da família. Vai ao Procon para consultar os seus direitos de consumidora, negocia a conta em atraso, pechincha na feira...
E dizer que só sabemos resolver as coisas no grito e ignorância?
Mulheres perdoem o meu marido. Normalmente ele não é tão machista, mas a natureza masculina falou mais alto. Apenas isso. Daqui a pouco ele chega em casa e o meu divã (colo) estará pronto para ajudá-lo a reaver o bom senso. E se, para defender as pessoas que amo, for necessário gritar, desculpem-me homens, mas serei mesmo muito ignorante, sem qualquer medo de interpretações e julgamentos!

Jackie Freitas

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