quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sonhar Outra Vez

Quando aprendemos a sonhar? Quando surgem os primeiros esboços do sonho?
Na verdade não quero falar sobre os significados dos sonhos e nem de sua simbologia. Meus pensamentos começaram a percorrer a trajetória da vida onde, em alguns momentos, utilizamos o sonho como um recurso motivador, um combustível para a árdua caminhada.
Curioso como passamos parte da vida “sonhando”, construindo nossos castelos e de repente nos percebemos descrentes e desmotivados (ou cansados demais)... É como se todo o encanto se acabasse num passe de mágica e passássemos a enxergar a vida com a dureza dos olhos e a desconfiança do ser. As luzes se acendem, o palco fica claro e olhamos para o cenário que outrora parecia emoldurar a vida sonhada.
Deixamos de sonhar ou simplesmente desistimos de lutar? Assusta-me um pouco pensar no tempo em que ficamos em estado dormente, preocupados com sonhos e não efetivamente com a realização deles... Ou pior ainda, esquecemos da vida em si! Crescemos encabeçando uma enorme lista de sonhos que nos ensinam desde cedo a tratá-la como projeto de vida. Por muito tempo seguimos determinados, buscando forças para a viabilização e materialização da “vida perfeita”, estampada em campanhas institucionais, preconcebida no seio da rigidez e moralismo dos costumes. Os projetos são transformados em imposições e os sonhos viram condição de aceitação social.
E assim seguimos... Vivendo em sonhos... construindo sonhos... Tateando a ambição como cegos orientados por um fio de intuição, que se perde ao longo do percurso. Ainda não descobri quando deixamos de sonhar ou quando o próprio sonho perde o sentido original; quando o fracasso se confunde com cansaço e o despertar com perda de sonhos. A vida, sem dúvida possui os seus mistérios e talvez sejam eles que a torne instigadoramente interessante.
Mantermos os olhos abertos parece-nos contraditório quando os sonhos nos obrigam a fechá-los para uma melhor contemplação da vida, porém, ainda assim, somos chamados para a realidade e, então, o que nos resta a fazer é tentar retomar o caminho de volta e encontrar a ponta desse fio que se perdeu... O fio da esperança, da motivação... O fio dos nossos sonhos. Retomá-lo pode representar o recomeço de uma nova vida ou, talvez, o encostar dos nossos pensamentos no suave recôndito do desejo, na tranqüilidade de um novo adormecer... Bons sonhos, boa vida... Nova vida, novos sonhos... Recomeço com promessa de felicidade... E no final, tudo o que desejamos é apenas ser feliz! E que assim seja!
Jackie Freitas
Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso e pessoas fracassadas. O que existem são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.”
*Imagens retiradas do Google Imagens

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