terça-feira, 5 de julho de 2011

Amigo Blogueiro d@ Semana–Joel Loureiro

A partir desta semana teremos novidades no Fênix! Vimos textos incríveis das queridas e admiráveis Amig@s Bogueiras e agora contaremos, também, com a participação masculina. Entre os muitos estereótipos, costumamos ouvir que os homens não sabem se expressar e que “sentimentalismo” é departamento feminino. Então, para mostrar o quanto os estereótipos enganam e que os pré-conceitos são péssimos formadores de opiniões, publicarei textos de notáveis Amigos Blogueiros que gentilmente aceitaram ao convite do Fênix e provam que os homens também têm muito a dizer e mostrar. E o melhor; com muito conteúdo!
Joel - fotoPara a estréia, atravessei o Oceano Atlântico e atraquei em Portugal para convidar um querido e talentoso amigo, escritor e pensador: Joel Loureiro. Dono de uma escrita inconfundível, personalidade marcante e uma mente, sem dúvida alguma, brilhante; o meu Amigo Blogueiro mantém o blog No Meu Mundo... e é lá que conhecemos os seus pensamentos e sentimentos que, particularmente, admiro muito! Convido a todos a conhecerem esse fantástico escritor e um pouco do mundo que habita nele. No Meu Mundo... ou no de todos nós, com vocês Joel Loureiro em:

Construção da identidade

Ouvem-se passos...!
Era Joel Correia, um blogueiro de tempos livres que está a ir para a sala de espectáculos, para mais uma vez divagar as suas idéias diante de um público especial: A Sociedade. Convidado por Jackie Freitas, administradora e escritora do blog Fênix – Vidas Que Renascem, para inaugurar mais uma etapa de um projecto a qual daria o nome de "Amigos Blogueiros".
Chegou ao palco; sentou-se, retirou uma folha que trazia no bolso direito trazeiro, abriu-a calmamente e começou a ler:
“Somos apertados de todos os modos, mas não comprimidos sem nos podermos mover; estamos perplexos, mas não inteiramente sem saber o que fazer; somos perseguidos, mas não ficamos cambaleando; somos derrubados, mas não destruídos.” - Saulo de Tarso
"A caminhada pode durar longas décadas ou apenas poucos anos. Sento-me à beira de um regato e é hora de uma nova pedrada. É tempo de reflexão. Olho à minha volta e pergunto – Conheço-me? Era isto que queria ser? Trilhei o caminho certo? Minha gente, voltar para trás não é possível, mas rever o caminho que temos pela frente, esse sim.
Tudo o que somos hoje é o resultado do que fizemos ao longo dessa caminhada, todas as boas e más experiências contribuíram para a construção da nossa identidade, ou por sua vez, a falta dela.
O que somos? O que os outros quiseram que fôssemos? A resposta a essas perguntas é que vai ditar a continuidade da caminhada. Continuar na mesma direcção ou corrigi-la?
Digo sem medo: Muitos de vós sois o que na realidade não são, mas sempre é mais aceitável na sociedade onde estamos inseridos, serem o que os outros gostam que sejam. São capazes de se vergar perante vós para alcançarem a "falsa popularidade social". Sois fracos, cobardes e imorais para demonstrarem o "Eu" que de vós sai.
Somos únicos e como tal deveríamos querer imortalizar a nossa individualidade, por isso termos as mesmas idéias de outrem deverá ser coincidência e não imitação (mas tal não ocorre). Eu não sou igual a ninguém a não ser a mim próprio.
Quando a idade ainda me permitia ter tempo para brincar com legos, costumava encaixar as peças desordenadamente, até obter uma imagem - não me interessava o que os outros viam naquilo, mas sim, o prazer que tinha ao olhar e o significado que lhe dava. O que acontecia, vez após vez, era ver o trabalho não reconhecido, porque as peças não mostravam uma imagem legível aos olhos de quem as via.
A construção da identidade parece-me ser um espelho das minhas brincadeiras com os legos. Até que um dia percebi que a minha vida era toda assim. E, tal como teimosamente colocava peças de lego miraculosamente desordenadas, fiz o mesmo à vida.
Disseram-me, milhares de vezes até, que não era assim que deveria fazer as minhas construções, mas eu nunca quis reproduzir as imagens que vinham na embalagem. Optei sempre pela ilusão do instante, que valia pouco, mas era única e por isso grandiosa.
Assim, cada ser humano tem em mãos um grande projecto, a construção da sua identidade. Para a grande maioria passa-vos ao lado essa tarefa, e acabam por ser apenas mais um. Pelo contrário, eu sou o arquitecto da minha identidade e como tal valorizo aquilo que realmente é importante e rejeito o que é perda de tempo; afinal a vida é efêmera.
Dessa forma ao nos levantar para seguir caminhada devemos estar certos que caminho vamos tomar e que correcções temos que fazer. “Se alguém olhar para nós ou nos ouvir a falar, que fique perplexo: não pela nossa estupidez, mas pelo nosso intelecto.”
Pousou a folha nas suas pernas e finalizou:
– Não sejam complexados em ouvir tais palavras! Só vos torna mais ignorantes, não perante mim, mas perante vocês mesmo! Vós que me ouvem, que não me tomem como louco. Aquilo que falei foi propício no local onde estou e de quem me está a ouvir - E por isso, a perplexidade causada pelo vosso intelecto pode ser ilusória devido à incapacidade em me perceberem.
Enquanto vocês dançam, eu piso os vossos pés...
Enquanto vocês cantam, eu grito aos vossos ouvidos...
Enquanto vocês fingem, eu vos desmascaro gente cobarde

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