terça-feira, 13 de setembro de 2011

Onze de Setembro

Onze de Setembro, há 10 anos, nunca mais foi o mesmo! E, na verdade, se considerarmos que nenhum dia é igual ao outro, desde sempre, onze de Setembro nunca foi o mesmo...
Para o mundo esse é um dia de relembrar uma tragédia, mas, para mim, é mais um daqueles dias especiais, de celebrações e agradecimentos... O mundo chora pelas perdas e eu o comemoro pelo nascimento, amor e vida!
Enquanto muitos ainda tentam vasculhar escombros e remexer em memórias dolorosas, eu agradeço pelo processo da vida: nascimento e morte, pois é assim que ela se constitui. Estamos longe de compreender a morte e acho que enquanto buscamos explicações para as perdas, deveríamos agradecer por tudo o que temos intacto... E esse é um caminho imenso que se desponta diante de nossos olhos, diariamente.
O meu onze de Setembro a cada ano se renova e me dá provas de que lágrimas de emoção são bem-vindas também! O meu onze de Setembro é marcado pelo nascimento do meu filho e é através dele que vejo todo o esplendor e promessa de uma vida nova.
Os mortos serão sempre lembrados e, certamente, deixarão saudades, mas a vida pujante se manifesta através do sorriso da minha criança. E é por ela que agradeço esse maravilhoso processo de reciclagem e renascimento.
Que todos possam enxergar em seus dias uma nova forma de olhar a vida, sem lastimarem aquilo que se foi ou se perdeu. Quando dizemos que “não há nada como um dia após o outro” é justamente porque cada dia pode ser diferente, marcado por acontecimentos novos e eles não precisam ser ruins ou tristes. Todos os dias vidas novas surgem e muitas delas capazes de transformarem outras vidas!
O meu onze de Setembro nunca mais foi o mesmo e nunca será! Ontem não foi como hoje e hoje não será igual amanhã... A vida está sempre em movimento, se renovando e reciclando... os dias nos trazem novas perspectivas e oportunidades. O Sol brilha sempre! Algumas vezes conseguimos enxergá-lo, outras não; mas devemos ter a certeza de que ele está lá. O importante é sabermos que há sempre algo novo acontecendo e nos dispormos a recebê-lo.
Os meus sentimentos para aqueles que têm neste dia as dores das perdas... Eu celebro a alegria do nascimento e testemunho a renovação da vida.
Acredito que se “O coração tem razões que a própria razão desconhece...”, a vida também tem as suas razões... E quem somos nós para questioná-las?
Jackie Freitas
GustavoEsse texto é dedicado ao meu filho Gustavo que completou os seus oito anos de vida no dia onze de Setembro! E, para mim, ele é o verdadeiro significado da palavra VIDA!



*Imagens retiradas do Google Imagens e arquivo pessoal

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