domingo, 15 de abril de 2012

Coisas Pequenas não me Importam…

Há algum tempo deixei de me importar com as coisas pequenas... “Picuinhas!”, fico repetindo para mim mesma. Deixei de dar importância exagerada para aquilo que após uma boa noite de sono perde o seu sentido e no dia seguinte se torna tão insignificante que nem conseguimos lembrar onde, como e por que começou... Ainda me incomodo com as caras feias, com o mau humor e as grosserias alheias, mas digo para mim: “Tudo passa e não há nada como um dia após o outro. Amanhã será diferente! Enxergarei diferente!”.

Muitas vezes magoamos as pessoas e depois queremos o perdão, porque demos mais importância às picuinhas do que à nossa razão e tolerância... Magoamos e dizemos palavras duras por acreditarmos que, em alguns casos, o ataque é a nossa melhor defesa... Esquecemos-nos do recuo que permite acordar no dia seguinte e enxergar de modo diferente, sem a intempestividade e irracionalidade dos atos, sem arrependimentos e necessidade do perdão urgente. Somos, boa parte das vezes, guiados e envolvidos pelas picuinhas que acreditamos ou criamos e, assim, as tornamos maiores que as pessoas que nos cercam... Quando compreendemos afinal que a intolerância e o impulso não são nossos melhores conselheiros, descobrimos que as picuinhas podem nos levar a um caminho triste de reclusão e amargores.
Como fazer as pazes conosco e com a saúde da vida? Exercendo a humildade e reconhecendo essas falhas naturais e humanas! Compreendendo que somos parte de um processo evolutivo, mas não a resolução dos problemas humanos. Fazemos a diferença e contribuímos com as mudanças quando damos os nossos próprios passos, através de nossa própria consciência, guiados pela experiência e discernimento. Lembremo-nos que o perdão é importante, mas de nada servirá se for apenas para o alívio e redenção da consciência! Ele tem que nascer de dentro e após as picuinhas serem esquecidas, senão ele não chegará verdadeiro.
E se a outra parte não conceder o perdão? Bem, talvez, então, ela não esteja preparada ou ainda tenha apenas as picuinhas em sua frente... Talvez ela precise do seu próprio tempo de aprendizado e discernimento para enxergar a grandeza que envolve a vida. Não será você, eu ou qualquer outra pessoa a forçá-la a enxergar, mas (quem sabe) mostrar-lhe que os dias são diferentes uns dos outros e nos trazem ensinamentos únicos.
Ainda ontem lembrava de dias que me pareceram infelizes. Fiquei fazendo um ranking dos meus melhores e piores dias... Sabe qual a conclusão que cheguei? Que a diferença não está nos dias, mas em nós e no nosso amadurecimento... Muitos dos dias que nos pareceram ruins estavam repletos de picuinhas... Apenas isso! Hoje, sinto saudades desses dias porque não consigo me lembrar das coisas pequenas, mas das grandes, que realmente tiveram significado e importância. Ontem eu me importava mais com as picuinhas e menos com as pessoas. Hoje me importo comigo e com a paz de espírito. Fácil? Não! É um exercício constante que ainda me faz esbarrar entre umas picuinhas e outras, mas tenho a certeza que se recuar um pouco, enxergarei o que e quem realmente são importantes... As coisas pequenas desaparecem...
Não precisamos encontrar o perdão em ninguém... Mostrar arrependimentos também não é essencial... O que precisamos é nos desfazer das picuinhas e tocar a vida com mais leveza e menos pressão. Esvaziar a mochila e levar nela aquilo que realmente importa. Não precisamos carregar o peso das culpas e remorsos, e nem sair em busca dos perdões da vida! Se a consciência soou o seu alarme e nos chamou para a revisão de alguns atos, então vamos a isso! Mas façamos por acreditar que é desta forma que novos rumos surgirão e que um pequeno ato poderá desenhar um futuro diferente.
Lembremos que as coisas pequenas, com o tempo, ficarão menores e invisíveis. Olhemos pelo retrovisor e as deixemos para trás, partindo! Há uma nova direção em nossa frente, com coisas grandiosas e que esperam atitudes e pensamentos igualmente grandiosos... É por aí que seguimos...
A qualquer momento outra picuinha pode surgir, mas é nesta hora que passamos por ela e continuamos no novo caminho! Não nos importamos mais com as coisas pequenas...
Jackie Freitas
Ofereço este texto ao meu querido leitor Davi Tavares do Blogando com Vigor.
É isso, Davi: “Por que ser outro se você pode ser você?”. Sendo você, acredite, está contribuindo incrivelmente com a grandiosidade da vida! Errando e acertando, imperfeito e humano, mas em busca de algo maior...
O meu carinho e agradecimento...
*Imagens retiradas do Google Imagens

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