sexta-feira, 13 de setembro de 2013

As Boas Razões...

Tem uma citação de H. Jackson Brown, Jr que gosto muito e que, atualmente, me representa muito bem:
Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém... Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim... E ter paciência para que a vida faça o resto...".
Creio que passamos boa parte do tempo, entre as muitas de nossas buscas, lutando por algum tipo de aceitação. Diria que, em alguns casos, exigindo reconhecimento e notoriedade. Vivemos escravizados pelas impressões que causamos e as que queremos causar aos outros, dando demasiada importância para as opiniões alheias quanto ao nosso comportamento e jeito de ser. E, vamos combinar; como é cansativo querermos manter uma imagem que não é a nossa somente para agradarmos aos outros!
Sabemos que as pessoas são diferentes umas das outras, mas, ainda assim, insistimos na concepção de um padrão das coisas e comportamentos certos, como se todos devessem agir da mesma forma para que sejam rotulados e queridos.

Estamos num mundo marketing, onde pessoas se divulgam em redes sociais, quase sempre exaltando aquilo que julgam importante para que sejam qualificadas e, desta forma, aceitas pelos outros. Não precisa ser necessariamente suas verdades, contanto que seja politicamente correto, bonitinho, engraçado ou aceitável.
O curioso é que quanto mais lutamos pela liberdade de expressão, opinião, etnia, crença, etc., mais dependentes ficamos dos julgamentos alheios.
Embora quase todos saibam de sua inexistência, a perfeição ainda é uma meta para muitos e responsável, também, pelo desvio do foco daquilo que é essencial para uma vida autêntica e livre!
Infelizmente, quando perdemos o foco de nossas reais metas, perdemos a nossa verdade! Vendemos algo que é bom aos olhos dos outros, mas que nem sempre condiz com aquilo que queremos para nós. Perdemos a autenticidade porque planejamos causar boa impressão, independente do quanto isso comprometa a nossa integridade. Deixamos de lado uma beleza verdadeira e em seu lugar inventamos uma que julgamos ser mais conveniente para o convívio e aceitação social.
Nos relacionamentos, de um modo geral, a aparência passa a ter mais importância do que necessariamente a essência de cada um. Ora, não há problema algum reconhecermos nossos defeitos, contanto que haja consciência de que eles precisam ser trabalhados e modificados, principalmente se nos forem prejudiciais! Agora, pense se as mudanças serão favoráveis a si ou aos outros! Isole a teoria da perfeição. Ela não existe! Busque o seu conforto, independente se ele faz parte do ideal dos outros.
Assumir-se perante a vida é poder olhar-se ao espelho todos os dias e gostar-se da forma que é. Uns ajustes aqui, outros ali, OK, serão sempre necessários, pois é desta forma que evoluímos, aprendemos e crescemos, mas é importante estarmos bem resolvidos e em paz conosco! As nossas mudanças devem ser promovidas porque assim queremos e acreditamos e não pelo que os outros julgam... Certamente não é fácil agradarmos a gregos e troianos, mas o principal é nos agradarmos e estarmos satisfeitos com quem somos. Deixemos de lado as opiniões alheias, principalmente se elas forem negativas, e passemos a valorizar as nossas qualidades. Ninguém é cem por cento defeitos, tampouco qualidades, mas todos possuem algum tipo de beleza. E é essa beleza que deve nortear e ser o ponto de partida para o amor próprio e a autoaceitação.
É muito fácil acreditarmos nas críticas dos outros, principalmente nas negativas. Parece que temos uma vocação natural para aceitarmos com passividade os defeitos que nos apontam como se fôssemos contagiosos e indignos de qualquer tipo de convívio ou relacionamento. Dê um basta agora nisso! Pare de comprar as análises distorcidas sobre a pessoa que acham que você é e seja a pessoa que, de fato, é! Obviamente, não devemos ignorar os defeitos, mas não façamos deles a nossa derrota! É necessário que eles sejam trabalhados em prol do crescimento, mas saiba que eles não se modificarão do dia para noite. Existe um processo de aprendizado que nos permite reparar erros, mas que deve acontecer por nós e não pelos outros!
Quando se quer agradar em demasia as outras pessoas, assumimos um compromisso maior do que, muitas vezes, temos condições. Começamos a carregar um peso tão insuportável que todo o sentido da leveza da vida vai-se por terra, enterrando um pouco de nós a cada dia...
Não se pode exigir o amor ou consideração de ninguém! O que podemos (e devemos) é investir em melhorias que promovam o nosso bem estar e que nos direcionem para uma vida melhor. Somos o que somos e pronto! Simples assim! Portanto, volto ao início do texto e deixo a citação: “Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém... Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim... E ter paciência para que a vida faça o resto...".
Tenho certeza que em cada um de nós há inúmeras razões a serem apreciadas. Quem puder enxergá-las, ótimo! Quem não puder... Paciência, a vida mostrará!
Jackie Freitas
*Imagens retiradas do Google Imagens

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