segunda-feira, 7 de junho de 2010

Amigo. Para que Serve?

Navegar na web é muito bom! Principalmente quando queremos aprender! A internet nos traz muitas informações e nos aproxima, também, de pensamentos e pensadores fantásticos! Essa troca de conteúdos só aumenta a propagação da informação e é dessa forma que quero contribuir para com os meus leitores.
O texto abaixo não é de minha autoria. Recebi por e-mail e gostei tanto do seu conteúdo, que resolvi procurar pelo autor e pedir-lhe autorização para reproduzi-lo aqui no meu espaço.  Pedro Lima foi um dos colaboradores e gentilmente me concedeu essa honra. Ele faz parte do site e do blog Núcleo Psicologia, onde você também poderá encontrar esse e outros maravilhosos textos. Quem quiser conhecer mais sobre as suas publicações, recomendo que visite, vale a pena!

Amigo.  Para que Serve?


Por: Júlio César Silveira da Silva
Colaboração: Pedro H. G. Lima
Luís C. Fernandes

  “Dizer que são nas dificuldades que se conhecem os verdadeiros amigos há muito se tornou lugar-comum, clichê dito por sábios e ignorantes, coisa que “todo mundo” sabe. E sempre que isso acontece, a máxima (?) precisa ser questionada ou, ao menos, relativizada, porque a generalidade com que é usada já a tornou banal, rasa e abstrata. A concretude que lhe deu vida já foi perdida de vista. Virou um consolo barato, uma frase pronta e rápida para encerrar uma escuta lamuriosa.

A minha relativização a essa máxima não visa desqualificá-la, é inegável que ela encerra verdade, se bem que para mim as dificuldades serviram e servem mais para confirmar amizades do que para peneirá-las, para identificar quem é e quem não é amigo. Eu sou daqueles que acredito que uma pessoa pode ser querida e uma companhia festiva, mas não necessariamente uma pessoa amiga. Vejo que muitas decepções com gente considerada amiga poderia ser evitada, se as pessoas fossem menos românticas e mais criteriosas para qualificar qualquer relação gostosa como amizade. E não vejo nenhum utilitarismo nisso, desde que haja espontaneidade e coração aberto, para o que vai se abrir ou se fechar. Para ser uma amizade é preciso passar junto o verão, o outono, o inverno e a primavera.
O que eu viso com essa relativização é mostrar que as dificuldades, desde problemas pequenos até tragédias, muitas vezes são ocasiões para gestos bem-intencionados de egocentrismo solidário. Falo daquelas pessoas que só conseguem ser solidárias nas doenças ou nas tragédias. De gente que sente sua carga aliviada, sua pressão interna por superação diminuída quando percebe que o outro está fragilizado. E ao solidarizar-se com esse outro se sente fortalecida emocionalmente.
Não! Não falo de pessoas que sentem prazer consciente no sofrimento alheio ou que se aproveita da situação para “tocar trombeta” de sua generosidade. Falo, pelo contrário, de pessoas que tem a maior boa vontade para ouvir o desabafo do outro, para acolhê-lo na sua dor, que se põe a disposição para ajudar naquilo que for preciso e possível para ela, mas que quando o outro se reergue, sua economia emocional se abala, o seu complexo de inferioridade se acentua e o seu empenho solidário se esfria. E isso acontece não necessariamente por inveja ou ciúme, mas muitas vezes porque ela se sente pequena demais ou desejável de menos para estar na festa, para celebrar o banquete das almas.
Por causa disso que eu proponho uma outra máxima quase contrária a máxima citada: “são nas alegrias que nós conhecemos os verdadeiros amigos também”. Um amigo verdadeiro é aquele que está com você não só quando as nuvens estão cinzentas, quando a tormenta se avizinha ou quando a tempestade cai, mas também quando a brisa mansa paira na atmosfera, quando o sol está dourado, quando “os montes e os outeiros rompem em cânticos diante de nós e todas as árvores do campo batem palma”. É aquele que está disposto a não só “chorar com os que choram”, mas também a se “alegrar com os que se alegram” e “cantar louvores” com ele, e que está presente na casa onde há luto, mas também na casa on de há festa; ou seja, uma amizade verdadeira é aquela em que há sintonia de alma e compartilhamento mútuo das alegrias e conquistas.
Cabe a cada um decidir qual amigo vai ser e principalmente qual amigo vai querer continuar chamando de amigo. Decidir rever os conceitos que nos fazem escolher por esta ou aquela pessoa pode não ser uma tarefa muito fácil, mas pode igualmente revelar uma possibilidade interessante de ser mais verdadeiro nesta escolha.
Apenas para refletir: Para atender quais necessidades pessoais queremos estar perto de cada um que chamamos de amigo?”

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