quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Quero Aprender Confiar!

Eu sou uma pessoa de boa fé! Entretanto, sou desconfiada por natureza. Acredito nas pessoas até que me provem o contrário, mas estou sempre “com um olho fritando o peixe e outro vigiando o gato”! Viver simultaneamente essas contradições, de certo, não faz bem. Por que nos tornamos pessoas que querem crer na humanidade, mas estamos desconfiadas o tempo todo?
Confiança, aprendi desde cedo, é algo que demoramos a conquistar e basta um pequeno vacilo que a perdemos instantaneamente. E o que são relações sem confiança? Para mim, elas não existem! Pelo menos, não as verdadeiras.
Vivemos em uma era onde as informações são facilmente manipuladas, portanto, tendenciosas e muitas vezes mentirosas; onde pessoas usam de máscaras para se protegerem ou até mesmo enganarem os outros; onde sentimentos são postos em segundo plano para darem vez à frieza das pérfidas intenções. Difícil, em contrapartida, não nos “armarmos” contra todas essas armadilhas que nos cercam.
Infelizmente muitos acabam sendo vítimas da própria bondade e colocados em constantes provações sobre a fé de seus valores e humanidade. Dar o tal voto de confiança acaba sendo um “preço a ser pago”, um risco a ser corrido; o que, muitas vezes, acaba causando traumas, danos e criando uma geração de incrédulos.
Nossas crenças morais e religiosas acabam entrando em colapso com a leitura prática que fazemos da vida. E não tem como ser diferente se enxergarmos uma vida composta e cercada por pessoas boas e más. Nossas buscas acabam se tornando verdadeiros garimpos, onde algumas vezes damos a sorte de encontrar preciosidades ou pedras brutas esperando serem lapidadas. Porém, esse “solo” está cada vez menos fértil e as preciosidades escassas. 
Não deixo de acreditar nas pessoas enquanto seres que carregam em sua essência algum tipo de bondade ou beleza. O que me coloca na defensiva é o mundo que contraditoriamente evolui e pede em troca o que ainda resta dessa essência humana. É o preço a ser pago! Pessoas se corrompem facilmente por questões sociais e pela própria ambição. “Negociam” inconscientemente os seus valores em troca das promessas de um utópico futuro promissor. Arrancam árvores e “raízes”, plantam discórdias e querem colher paz!
Já me disseram que vivo questionando a humanidade, mas na verdade eu questiono é a minha própria condição humana. Não é fácil andar por esses escombros e ainda manter firme a convicção de que somos pessoas humanas. Não é fácil preservar a fé, embora ainda pareça necessária, para seguir nesse campo minado. Confiança tornou-se um jogo perigoso! Uma roleta russa, onde não sabemos em que momento seremos atingidos.
Ainda garimpo e tento preservar com segurança as preciosidades que encontro ao longo do caminho. Se não posso mais confiar na “humanidade”, ao menos tento acreditar no que ainda há de humano em mim e fazer dessa crença o meu próprio guia.
Enquanto isso, o gato sobe no telhado, buscando um atalho para comer o peixe morto que confiou em mim!
Jackie Freitas
“Mais do que em qualquer outra época, a humanidade está numa encruzilhada. Um caminho leva ao desespero absoluto. O outro, à total extinção. Vamos rezar para que tenhamos a sabedoria de saber escolher.”
*Imagens retiradas do Google Imagens

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