terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Livre Para Amar-se

Qualquer tipo de relacionamento, por via de regra, exige troca. E não estou me referindo apenas às questões óbvias como amor, carinho e respeito. Falo de coisas teoricamente mais simples, mas que em sua prática demonstra que poucas pessoas realmente estão preparadas para compreenderem o que é, efetivamente, um bom e saudável relacionamento. Antes de tudo, se não houver interação e nem comunicação entre as partes, os ruídos freqüentes acabarão com qualquer chance de harmonia. De nada adianta uma parte falar português e a outra aramaico. É preciso que haja sintonia na comunicação e que a mesma seja clara, limpa e acima de tudo franca! Com certeza não conseguimos executar isso tudo facilmente. Prática e teoria acabam tendo entre si um grande e, às vezes, profundo abismo. E muitos acabam caindo nele!
Uma das formas, a meu ver, para mantermos uma relação saudável e equilibrada é não nos tornamos escravos e nem dependentes dela. Precisamos, sim, preservar a individualidade e mantermos nossas características, sem entregarmos a outrem o total comando e responsabilidade de nossas vontades e, até mesmo, de nossa personalidade. Muitos ainda confundem adaptações e concessões com a perda total de confiança em si e da própria auto-estima. Não é raro vermos pessoas transformarem o amor (pessoa física) em centro gravitacional. Elas acabam vivendo em função das vontades e decisões do outro e esquecem suas próprias necessidades. São negligentes consigo mesmas!
Lembremos que relacionamentos se iniciam por serem identificados pontos de atração em similaridade ou até de opostos complementares, portanto são as características individuais de cada um que prevalecem. Por alguma razão (ou por várias), ao longo do processo, as pessoas vão se esquecendo do quanto as suas qualidades influenciaram nessa aproximação e passam a simplesmente abrirem mão delas, dando espaço à dependência e incapacidade de gerirem a própria vida.
Inevitavelmente surgem as frustrações (de ambas as partes!) e o relacionamento começa a dar sinais claros de desgaste! Eu sempre digo que o amor sozinho não sobrevive se não tiver o empenho das duas partes para que a relação amadureça e se fortaleça! E, a meu ver, apesar de parecer complicado (e talvez para alguns seja mesmo), a única coisa que cada um precisa  saber é manter a sua essência. Simples assim!
Pessoas que se tornam dependentes de outra(s) precisam, inicialmente, olharem para si mesmas e encontrarem, sozinhas, as próprias qualidades e o ponto de equilíbrio. Precisam reconhecer-se boas o bastante para que sua personalidade não seja ofuscada diante dos outros. É preciso termos segurança e acreditar em nós mesmos, sem dependermos da opinião de quem quer que seja! Valorize as virtudes e trabalhe com paciência os defeitos, afinal eles também fazem parte desse equilíbrio. Ninguém é perfeito e não cabe a você esse fardo insuportável!
Isso vale em qualquer tipo de relação: amorosa, familiar, de trabalho ou amizade. Precisamos entender de uma vez por todas que cada um de nós contribui com experiências e visões, mesmo que diferentes, acrescentando e somando na vida daqueles com quem nos relacionamos. Essa é a parte do enriquecimento de uma relação, afinal, normalmente buscamos nos outros uma forma de crescermos e sorrirmos para a vida! Então, sorria, você está sendo notado! E pode acreditar que nos relacionamentos (verdadeiros e bem intencionados) são as suas virtudes que estão em evidência! Para quê trazer o holofote para os seus defeitos? Para quê transformar a própria vida numa insignificância, se é justamente para você que ela deve ser maravilhosa?
Não permita que te digam quem você é! Seja o que você de fato é... Mas descubra com os seus próprios olhos e sentimentos, sem dependências e nem anulações. Use todos os sentidos! Tenho certeza que você irá se surpreender com tantas boas descobertas! Liberte-se do seu próprio preconceito e submissão, seja feliz e esteja em paz consigo!
Jackie Freitas
“(...) Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das idéias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente. (...) Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades. Só quem se ama pode encontrar em sua vida Um Amor de Verdade!”.
*Imagens retiradas do Google Imagens

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