sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O Dom da Palavra – Por Márcia Pinho

 Marcinha - Foto Márcia Pinho é uma mulher na essência da palavra. Mãe, esposa, dona de casa, educadora, blogueira, atenta com os fatos. Minha querida amiga escritora, ainda encontra fôlego em seus agitados dias para transmitir em seu blog a sua visão sobre a vida e tudo que a cerca. Já tive a grande honra de escrever para o seu blog. Lá é o meu cantinho de leitura e Marcinha (como a chamo) me recebe com textos que me trazem ensinamentos, reflexões e muita identificação. E o que seria uma boa leitura senão essa? Há quem escreva contos, quem crie um mundo imaginário ou um desejo; mas há quem escreve com base em suas experiências, em seu dia-a-dia, em suas expectativas diante da vida. Minha amiga escritora é assim: uma mãe com os braços abertos para receber a todos em seu espaço, com carinho maternal, com dicas ou conselhos. Não é à toa que o seu blog se chama Mamãe Recomenda. Bem, minha mãe recomendaria! E eu também recomendo, com certeza! Aqui, um pouco de visão da vida, por Márcia Pinho.

O Dom da Palavra


Todos nós somos bons em alguma coisa. Cada um de nós tem uma ou mais habilidades especiais, que nos colocam em igual posição uns aos outros, independentemente de cor ou credo. Essas habilidades podem ser a base do nosso sustento ou simplesmente a fonte geradora de bem estar.
Algumas pessoas são boas em cozinhar, outras em cantar ou dançar, outras são boas em construir coisas, outras ainda sabem aprender, outras ensinar. Quem acha que não tem habilidade alguma, simplesmente não reconhece em si as próprias qualidades, mas pode perguntar para alguém, certamente, vai se surpreender.
À medida que exercitamos nosso dom, ele se aprimora e cresce. Entre todos os dons, acredito que o dom da palavra seja um dos mais especiais.
Nós somente evoluímos como seres humanos quando passamos a nos comunicar. Através das palavras passamos a expressar sentimentos, compartilhar experiências e temores, manifestar opiniões e dúvidas. Assim, também nasceu nossa necessidade de rotular, numerar e questionar tudo.
A palavra pode ferir mais que uma bala. A palavra pode mudar o rumo de uma vida ou de muitas.
Quem recebe essa habilidade pode conduzir exércitos e comandar nações ou simplesmente, pode encher o coração de alguém de alegria. Alguns usam para lamentar ou descrever seus desenganos.
Nascem os poetas, os escritores, os jornalistas, os compositores e até os amadores. Desde que aprendemos a nos comunicar, esse dom se aprimora e cresce. Intenso para uns, suave para outros.
A palavra me toca particularmente. Sinto meu corpo reagir a um bom texto. Reconheço-me em músicas e histórias. Reconheço o valor de quem tem o dom da palavra.
Por isso, quando recebi o convite para escrever um texto para esse blog, tive um certo pânico, pois reconheço em Jackie Freitas esse dom. Vacilei e até me antecipei com um texto sobre algo, que neste blog não existe nem pode ser ovacionada: tristeza. Por um tempo, deixei a euforia e a insegurança de lado, resolvi expressar apenas a minha admiração e o meu agradecimento.
Todos nós somos bons em alguma coisa, talvez seja difícil reconhecer sem deixar de ser modesto. Se eu tenho esse dom tão especial, ele ainda me confunde. Sua importância me faz vacilar. Somos responsáveis pelas conseqüências de nossas palavras, por isso é essencial buscar inspiração em quem as usa com sensibilidade. Uma das minhas fontes é esse blog. Espero fazer jus a ele.
Márcia Pinho - Mamãe Recomenda




*Imagens retiradas do Google Imagens

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