domingo, 29 de agosto de 2010

O Sexo Vai Muito Bem, Obrigada!

  O mundo anda curioso, ou melhor, as pessoas são curiosas. Falar de amor não basta! Não tem tempero se não tiver a boa dose de sexo. Tenho recebido algumas perguntas e entre elas, quase sempre, sobre o sexo. Não para tirarem dúvidas (afinal nem sexóloga eu sou), mas para questionarem o porquê de eu nunca escrever sobre sexo! OK, para os curiosos de plantão, vamos lá!
O sexo pode ser “falado” de várias formas: como necessidade fisiológica, satisfação que leva ao prazer (nem sempre), meio de reprodução ou simplesmente como consumação de um sentimento; aí cabe a cada um “traduzir” e definir os seus motivos.
Eu sempre tive uma visão mais romântica sobre o sexo. Sempre trabalhei os meus sentimentos de forma a amadurecê-los, perceber os caminhos que eles me levam e depois decidir o meu próximo passo. Acho importante ter consciência do ato e de tudo que o envolve. Nunca busquei um parceiro sexual e sim um companheiro que me preenchesse em vários quesitos, afinal não há coisa mais chata do que concluir o ato e não ter a continuidade da emoção que nos leva ao sexo. Quando feito de forma inconseqüente e impulsiva, invariavelmente traz mais conflitos internos do que a prolongação do prazer ou a satisfação propriamente dita.
Tive muita orientação sexual em minha casa. Sexo nunca foi um tabu, ao contrário, era assunto normal onde todas as dúvidas eram tiradas sem dramas. Obviamente não era tratado como pornografia e sim como uma “orientação” necessária para o desenvolvimento. Isso foi ótimo, pois me permitiu, desde cedo, a definir os meus padrões de escolha.
Comecei a namorar cedo. Com 13 anos namorava um rapaz de 24 anos! Lembro que na época o apelido dele no bairro era “papa anjo”!Meus pais, pela confiança na educação que me deram, não temiam por minha decisão. Eles sabiam como eu pensava e como agiria sobre o assunto. Não estavam enganados. Na minha cabeça o sexo aconteceria no momento certo, com a pessoa que me passasse a segurança que eu precisasse, sem contar com o mais importante: o amor! Dizer que uma menina de 13 anos saberia discernir o amor e não confundi-lo com paixão ou tesão, era um grande risco. Meus pais aceitaram o desafio e optaram pela confiança. E através desse gesto (confiança) passei a basear minhas relações. Minha primeira vez aconteceu quando me senti preparada e madura para lidar com as conseqüências dessa decisão, enfrentar todas as possibilidades, inclusive de uma rejeição. Fiz quando identifiquei a pessoa que correspondia aos meus sentimentos e me mostrava que o sexo não era fator essencial para estarmos juntos e que o mais importante era o crescer do amor que cultivávamos. Então, tudo aconteceu no seu tempo devido, com a maturidade necessária e com a serenidade que, para mim, é fundamental no sexo.
Hoje, o que digo é que o sexo é ótimo quando podemos dividi-lo com quem realmente nos completa. Não se trata apenas do tesão. Há mais elementos que completam esse quadro. Claro que as experiências são importantes e devemos estar abertos a elas, porém que fiquem as boas lembranças e não as frustrações. Tratar do sexo como conseqüência natural e não apenas como instinto animal. Podem me perguntar se então devemos fazê-lo com quem escolhemos para casar (?)... Não! Fazer quando estiver confiante de que o momento e a pessoa darão muito mais do que algumas horas de prazer. O ato em si é curto diante do que vem depois. Já dizem que o antes é excitante, que o durante é alucinante, mas que é o pós que completa o prazer. E para mim é o pós que nos faz ficar com aquele sorriso bobo nos lábios, que nos faz reviver cada cena, que nos faz suspirar e aguardar ansiosamente o próximo encontro. São as emoções que nos conduz e não apenas o instinto.
Com 41 anos de idade (muito bem vividos), 13 anos de casada (muito bem vividos também), com 04 filhos (lindos) e com um amor que cresce e se renova a cada dia, tenho muito que falar, sim, sobre o sexo, mas prefiro viver esses momentos ao lado do meu grande amor. Sexo não é performance, números e nem recordes...Sexo é o seu momento especial com a pessoa que você elegeu especial para dividir esse momento íntimo! Cada um tem o seu tempo e a sua maneira e cabe unicamente a você descobrir o seu momento.
Quanto a mim... rsrs... O sexo vai muito bem, obrigada!
Jackie Freitas


*Imagens retiradas do Google Imagens

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