terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Limite de Cada Um – Por Sissy Mascarenhas

A minha amiga escritora de hoje é Sissy Mascarenhas. Alguns a chamam por Simone, Sissym, ou simplesmente “fadinha”! Escritora e poetisa, Sissy é uma brava guerreira. Uma vez a chamei de Fênix! Entre o seu reino de Idéias da Fada Sem Fim e o mundo real, Sissy sobrevoa encantando a todos que encontra. Não sei ainda qual é a sua poção mágica, só sei que ela tem o dom da magia. Força, fragilidade, carinho e sensibilidade são alguns de seus elementos. Se você passar em seu BlogZoom será facilmente capturado por essa querida Fada e ali, é só deixar o seu coração e mente voarem juntos com ela… Enquanto isso, aqui, te convido a espiar o que se passa pela mente dessa notável artista. Vamos ler um pouco sobre a vida por Sissy Mascarenhas.

O LIMITE DE CADA UM

Ao receber o convite de nossa amiga Jackie, muitas idéias passaram na minha cabeça, cheguei a rascunhar um tema que poderá ser abordado noutra oportunidade.
Às vezes, eu me considero um poço sem fundo ao lembrar fatos de minha infância, vocês poderiam colocar a mão na testa e dizer: “putz”!!!!
O primeiro livro que escrevi foi aos 09 anos: “Memórias do meu Azulão”. Na verdade, o passarinho era de minha mãe, eu fiquei impressionada com a lealdade da pequena ave por ela. Eu poderia ter escolhido um tema mais pessoal como falar sobre minhas diabruras na goiabeira. Contudo, as idéias vêm e vão e só Deus para saber como as escolhemos.
Pesquisas afirmam que todo mundo sonha. Algumas pessoas dizem que não se recordam, porém sonhamos. E quando o sonho representa uma lição para toda vida? É disso que eu vou falar. Eu sempre fui entusiasta por assuntos ligados ao universo, tanto assim, tenho um livro (não publicado) sobre ficção científica.
Certa vez, eu me senti saindo do corpo e viajei ao espaço. A sensação era incrível, um silêncio penetrante, as luzes existentes eram apenas dos astros e uma pressão estranha envolvendo o meu corpo capaz de levitar naquela imensidão. Nos meus sonhos, eu nunca estou só, sempre existe uma segunda pessoa. Nós não éramos um corpo, éramos luz. De repente, encontrei o que tanto queria: naves estelares! Eu fiquei exultante, saí em disparada, numa velocidade absurda; só que não conseguia me aproximar. Então, senti um puxão muito forte, um freio mesmo, como um laço que me puxasse de volta. Encontrei uma luz de tamanho maior, cor diferente, poderosa, uma voz masculina jamais ouvida antes me disse:
- Tudo tem limite, Simone. Tudo tem seu tempo. A seu tempo o que espera pode acontecer.
Eu fiquei decepcionada, contudo a voz era capaz de entender:
- Venha comigo.
Como um consolo, no silencio daquele mundo fantástico, pude sentir a força da vida. Eu não podia ter tudo que queria, havia um limite do tempo, o que eu tinha diante dos olhos já me deixava realizada. Uma força incomensurável. A compreensão do amadurecimento e da resiliência.
- Agora retorne e nunca se esqueça dos limites.
Voltei mesmo, quicando na cama. Acordei sentindo-me profundamente leve. O espírito.
O que contei pode parecer simplório. Eu continuo ouvindo, no meu subconsciente, a mesma frase quando estou impulsiva, como um lembrete para medir se vale a pena e se é mais prudente esperar. Por incrível que pareça, esta lição segue a minha vida e tem me feito bem.
Interessante que existe uma musica que me faz lembrar este sonho:
Roberto Carlos – Força Estranha
Sissy Mascarenhas - BlogZoom - Idéias da Fada Sem Fim


*Imagens retiradas do Google Imagens

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