quarta-feira, 4 de maio de 2016

Maneiras de Amar

“De todas as maneiras que há de amar, nós já nos amamos...”.
OK; entendi a letra e não é difícil captar a mensagem que Chico Buarque quis transmitir nessa música que ganha ainda mais intensidade na voz de Maria Bethânia; porém, entretanto, todavia, no meu ponto de vista não há muitas maneiras de amar...
Tudo bem que no amor se vive mil emoções como em uma montanha russa, com seus altos e baixos, mas ele nunca deixará de proporcionar aquele mágico sentimento que só quem ama ou amou de verdade sabe e não consegue explicar. Nenhuma experiência explica ou se compara ao amor!
Claro que algumas vezes nos decepcionamos, mas aí não estamos mais falando sobre amor e sim sobre expectativas... É nessa transição que esquecemos o verdadeiro significado do amor e passamos a tentar compreender as nossas vontades, desejos e, em alguns casos, egoísmo... Queremo-nos no outro... Na
utopia de se viver o tão sonhado “dois em um”, esquecemo-nos da individualidade e características que cada um de nós possui e passamos a cobrar gestos como provas de amor. Queremos atos que nos provem algo que já foi previamente certificado pelo coração... Mas qual a importância disso quando a questão é apenas satisfazer nossas carências, mimos e inseguranças? Atos advindos de cobranças não podem ser qualificados como provas de amor. O amor
tem vidas (de duas pessoas) e precisa, como elas, respirar. Precisa de leveza, confiança e liberdade. Sim, liberdade! Porque o amor não vive e tampouco sobrevive em cárcere...
Não há formas de amar... Para mim a única existente é aquela que se ama e é amado, simples assim! Eu sei que ele (o amor) é complexo e está bem longe de ser uma ciência exata, afinal estamos falando de pessoas que, apesar de diferentes, buscam igualdades e complementos entre si; entretanto, ainda assim, uma das maiores belezas do amor é justamente o equilíbrio das diferenças! É saber lidar com elas numa sintonia que transcende a razão ou qualquer convencionalismo. É saber se permitir loucuras prazerosas e divertidas, sem causar danos à relação, porque, neste caso, loucura e insanidade são coisas totalmente diferentes! Quem pensa que amar é viver cega e desvairadamente, não saiu ainda do estágio da inconsequente paixão. O amor nos dá certezas que sentimentos como a paixão, o tesão e a obsessão são incapazes de identificar. Certeza de que apesar de nossos defeitos somos respeitados sem que precisemos coibir a pessoa que somos de verdade. Certeza de que alguém irá se deliciar com nossos carinhos e dará gostosas risadas com nossas bobeiras. Certeza da reciprocidade e tranquilidade na entrega dos nossos melhores sentimentos. Porque alguém especial irá recebê-los com braços e abraços, sorrisos e suspiros, colo e ombros amigos. O amor verdadeiro nos deixa leve o bastante para flutuarmos e, então, ele se torna nosso chão e alicerce. E, apesar disso, ele não nos obriga a ser dependentes dele. Aí mora o segredo e a beleza da liberdade do amor... Qualquer coisa fora disso ou quando deixar de ser isso, não é amor...
O amor ainda é a poesia da vida, uma luz que direciona e não nos cega, um caminho a ser trilhado e não um labirinto para nos perdermos. Nele não cabem palavras feitas pra sangrar, humilhar ou machucar (como diz a música)...
Ele enfrentará dificuldades, mas a própria força que o rege será capaz de superar qualquer obstáculo. E essa será a mais importante prova que precisaremos...
De todas as maneiras que há de amar... Essa é a única que conheço e aceito!

Jackie Freitas
“Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer...”.
Antoine de Saint-Exupéry

 *Imagens retiradas do Google Imagens

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