domingo, 24 de setembro de 2017

Deixe ir...

Era uma vez uma menina que via o mundo com docilidade. Acreditava nas
pessoas e desejava a felicidade de todos os seres. Certo dia encontrou um pequeno e frágil pássaro e resolveu levá-lo pra casa. Comprou uma linda gaiola e o colocou lá. Todos os dias admirava a beleza do pássaro, alimentava-o com carinho e ficava esperando que, em troca de sua generosidade, ele cantasse para ela.
Passaram-se dias e mais dias e o pássaro nada. Sem canto ou encanto, passava seus dias olhando para o horizonte através das grades da bela gaiola. A menina, que acreditava em seu gesto benevolente, ficou também triste por vê-lo tão distante do carinho e amor que ela proporcionava. E então, impetuosamente, decidiu libertá-lo. Abriu a gaiola, o segurou entre as mãos, deu um carinhoso beijo e o deixou voar em rumo ao seu destino... Nunca vira asas baterem tão fortes e um voo tão rápido. Mas, ficou feliz por saber que tinha feito a escolha certa, sobretudo pra si mesma.”.
Algumas vezes na vida precisamos tomar decisões semelhantes. Agimos, também, com a certeza de que o simples bem querer é suficiente para proporcionar felicidade a alguém. Esquecemos, entretanto, que nem sempre o nosso “querer” é o mesmo dos outros. Acabamos nos aprisionando nas melhores intenções e propostas, mantendo um relacionamento que não evolui e nem proporciona nada além de sofrimentos. Acreditamos, ingenuamente, que o tempo cuidará tanto do amadurecimento quanto da “cura” da relação, e no decorrer desse tempo percebemos que nada mais fazemos do que prolongar uma decisão que deveria ser tomada nos primeiros sintomas de desconforto ou infelicidade: deixar ir!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Até Logo...

Ao meu amigo Marcelo Parrillo

Faz muito tempo que não conversamos. A última vez que nos vimos trocamos rapidamente um olhar com a promessa de que nos veríamos de novo e que tudo ficaria bem novamente. Mas não nos vimos mais... Não nos falamos e nada ficou bem...
Hoje penso que deveria ter voltado naquele dia. Voltado atrás e superado minha teimosia, birra e ranhetice; sentado e conversado ou, pelo menos, perguntado como você estava. Deveria ter agido da forma correta com que os amigos agem uns com os outros... Mas não fiz e simplesmente fui embora...
Hoje, quem partiu foi você! E desta vez não terei a chance de reencontrá-lo com aquele sorriso no olhar. Nem sequer terei a chance de pedir perdão por não ter sido a amiga que você precisava e esperava que eu fosse. Hoje você partiu e tudo o que ficou foram as lembranças das muitas gargalhadas que demos juntos. Ficou a dor de não ter te dito que enquanto humanos erramos de todas as formas, mas que nenhum erro deve superar a aliança da amizade. Sinto-me fracassada por ter desperdiçado essa oportunidade...

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Crescer Lentamente...

Quando comecei a escrever esse texto queria transmitir uma mensagem totalmente diferente...
Ontem foi meu aniversário e sempre que posso, nessa data, escrevo algo em forma de celebração ou agradecimento a vida. Mas, diferentemente dos anos anteriores, ontem não tinha esse objetivo porque achava que não havia razões para comemorar... Estava dominada pela tristeza e por tantas insatisfações que não me pareceu justo comemorar algo que eu mesma não enxergava.
Tem um provérbio chinês que diz “Não tenha medo de crescer lentamente. Tenha medo apenas de ficar parado.” e, no fundo, saber diferenciar uma coisa da outra é que acaba nos confundindo algumas vezes. Não sabemos ao certo se estamos no processo lento do crescimento, absorvendo cada etapa da vida, aceitando nossas falhas e aprendendo com elas ou se apenas nos deixamos dominar pelo medo, permitindo que ele nos paralise e impeça de darmos o próximo passo. Às vezes parece que caminhamos com uma venda nos olhos e que a qualquer momento cairemos num precipício, tamanha é nossa insegurança acerca da vida. Não sabemos sobre o futuro e isso nos perturba porque de algum modo achamos que a sabedoria implica em conhecer muito mais sobre o futuro do que sobre nós mesmos.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz Novo Ciclo...

Hora das despedidas...
E nem sempre estamos prontos pra deixar ir embora ou exercitar o desapego. Difícil perceber quando um ciclo chegou ao seu fim, porque na maioria das vezes insistimos no querer fazer dar certo ou em prolongar experiências que já cumpriram com o seu propósito. Despedidas, na maioria das vezes, não são fáceis, principalmente quando temos a sensação de que algo de nós também está partindo... Contudo, apesar de todas as dificuldades ou qualquer tipo de apego que tenhamos; deixar partir é permitir a renovação! É liberar espaço no HD para processarmos um novo histórico de informações, afinal a vida é dinâmica onde a todo o momento coisas novas nos acontecem e nos ensinam novas lições. E precisamos estar prontos para sermos surpreendidos e encantados com as novas descobertas!
Para que sofrer com algo que não nos acrescenta absolutamente mais nada? Para que corroer, remoer ou adoecer na insistência de fazer algo ser diferente, se nós mesmos não podemos ser diferentes? Então, deixemos partir... libertemos a nós mesmos, permitindo que um ciclo seja concluído e um outro se inicie.
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