quinta-feira, 28 de outubro de 2010

E Ela Sorriu Para Mim…

Os dias vão passando depressa (ou somos nós que passamos apressados por eles) e nas poucas horas de descanso lembramos-nos do que podíamos ter feito, do que ficou para trás, dos sonhos que não realizamos, das oportunidades que perdemos, das pessoas que nos magoaram ou magoamos... E por aí vamos perdendo outros preciosos minutos.
Quantas conquistas foram semeadas e deixadas perdidas, à míngua, no solo? Anos de sonhos, transformados em projetos que acabaram em meros rascunhos da idealização de uma vida. Daquilo que deveria ser a vida!
Não são poucas as vezes que mais nos lembramos dos fracassos do que das conquistas. Incontáveis e quase que intermináveis segundos desperdiçados... novamente. Pensamos em uma vida planejada, calculada, onde erros são sempre desagradáveis surpresas, imprevistos indesejados que desconcertam tudo aquilo que estava milimetricamente desenhado. Então, ao invés de serem estímulos para novos projetos, oportunidades para o plano B; se tornam torturas e martírios. Mas quem vive pensando no plano B? Quem pensa nessa possibilidade? 
Fico pensando que a vida não pede grandes planejamentos. Não estou dizendo que um pouco de organização não faça bem, mas escravizar-se em metas e cobranças também não é saudável. A vida é movimento constante. Mutável e adaptável e nós reagimos a ela conforme as circunstâncias apresentadas. E se for para reagirmos, que seja, então, pelo lado mais positivo e não negativo. Que as nossas energias sejam canalizadas na construção de algo que nos leve de fato à evolução. Perder tempo com suposições ou com lamúrias, de certo não é o que precisamos. O tempo corre independente de nossos acertos e erros, de nossas alegrias ou tristezas. Ele nunca pára! Está lá, correndo seus minutos e segundos, arrastando dias, meses e anos e nós precisamos acompanhá-lo, senão seremos engolidos por ele.
De que vale passar por aqui sem sentir que pôde viver a intensidade de cada momento, sendo ele bom ou ruim? Por isso, passei a dedicar o meu tempo nas melhores construções, não planejadas, mas trabalhadas com carinho e paciência, respeitando os meus limites. Não exijo de mim o que ainda não estou preparada para compreender. Aprendo um pouco mais a cada dia e assim vou progredindo com o tempo que tenho... Com o tempo que percebo! Valorizo cada minuto da vida... Valorizo cada conquista!
E então, nesses dias, totalmente distraída em minhas pequenas conquistas, empenhada em minha própria construção, abri a janela para sentir o que a vida tinha a me dizer. Ela não me disse nada! Ainda assim, continuei (não mais distraída) a construir as minhas pontes, pois precisava sair da minha clausura e buscar nesse tempo que me é ofertado, mais “tijolos” para essa construção...
E avançando à medida que a ponte evoluía, vi o mundo ao meu redor e olhei a vida por outro ângulo...
E ela sorriu para mim!
Jackie Freitas
Se você se sente só, é porque ergueu muros em vez de pontes.
(William Shakespeare)
*Imagens retiradas do Google Imagens

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